Me agarro a tua lembrança, a nossa história, a cada pedacinho do mundo em que vivemos. Não sei como soltar, mas sei que é o certo a ser feito.
A gente não segue em frente se permanece no passado, né?Parece que esse é o meu maior erro, minha grande fraqueza. Dei defeito, e já saí da garantia. É difícil aprender novos versos, quando já se decorou uma antiga melodia.
Por muito tempo - e ocasionalmente, não vou mentir- sinto essa ausência em mim. Não é a falta do seu amor, por que de certa maneira, ele sempre continuou chegando a mim, mesmo que de maneiras diferentes. É a esperança que escapou, e é isso que não consigo superar.O universo perdeu o equilíbrio desde que nós deixamos de ser feitos pra ficarmos juntos. E eu consigo enxergar tudo agora. O bom e o ruim. Só não consigo ter a mesma motivação de querer viver ambos.
Às vezes choro. Sozinha, no meu quarto. No escuro, encolhida. E acho injusto que tenha que ter sido assim. Dói tanto, que parece que nada no mundo consegue curar. E passa. Esse sentimento passa. Mas fica a saudade. A saudade do que eu era capaz de sentir quando estava com você. Saudade de que eu era, quando sentia todo aquele amor.
Ainda sou a mesma. Ainda penso as mesmas coisas, e sinto. Mas sou como uma foto, onde até as cores mais vibrantes foram ficando opacas.
E então eu fecho os olhos, e vejo tudo novamente, como um filme passando na minha cabeça. Tão vívido, tão real, tão lindo.
Tenho essa estranha sensação de que nunca ninguém te amou como eu.
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