sábado, 19 de março de 2011

Adeus Suri.. – tão agitadinha, tão atrevidinha e cheia de vida..

Meu grande Caio Fernando de Abreu escreveu em uma carta para Elis Regina em sua morte : "Eis, quando eu soube, assim de imediato, não acreditei. Esse vício de eternidade que a gente tem. E logo você, bicho? Tão agitadinha, tão atrevidinha e cheia de vida. Fui ao banheiro lavar o rosto, molhar os pulsos e olhar bem a minha cara cansada de 33 anos. Quando saí e espiei em volta, tudo continuava lá. Feito nada tivesse acontecido Lembrei duma história da mitologia grega. Contam que quando morreu Pan, o deus da música, alguns pescadores ouviram uma voz misteriosa gritar numa praia deserta: ‘O grande deus Pan morreu!” E nunca mais se ouviu falar dele."



Mais uma vez ele escreve o que eu sinto, e talvez no embaraço de meus sentimentos, não consigo sempre exprimir.

Ontem à tarde, minha filhinha, Suri Name Oliveira, foi tirada de mim. Morreu, ao ingerir veneno de rato que estava nos fundos. Foi em um segundo que ela escapou e desceu correndo onde não devia que isso aconteceu. Foi um acidente. Foi levada às pressas ao veterinário. Tentaram salvar,mas não teve jeito, talvez por ser muito novinha.

Suri tinha 5 meses, feitos agora em Março. Era uma shih-tzu linda, de pelos preto e branco. Recebeu o nome de Suri, que significa Rosa Vermelha em persa, ou Princesa em hebreu (derivado de Sara). Ela era meu tesouro. Nunca gostei muito de animais, nem pensava em ter um. Mas quando olhei pra ela, tão pequenininha e quietinha, segurei ela no colo e ela me olhou daquele jeitinho dela, eu sabia que era minha filhinha. Perguntei " é você a minha Suri?", e ela virou a cabecinha no meu ombro,soltando um chiadinho fofo.





    Ela chegou na minha vida como um pedacinho de esperança. Me enchia de alegria, alegria pura mesmo, simplesmente por existir. Segurar ela no colo, abraçá-la me trazia paz. E toda vez com ela eu sentia meu coração -se é que isso é possível- se expandia.
Às vezes sinto que o universo joga contra mim, todas as vezes. Pode parecer pessimismo, e talvez até seja, mas tudo vem com um contraponto.
Meu coração fechado, trancado, se abriu naturalmente pra essa pequena. E agora ele sofre tremendamente. É um buraco, uma dor que fica martelando sem parar. Sei que com o tempo será amenizada.

Mas Suri não será esquecida. Jamais.
Vai ser pra sempre a minha filhinha.
Filhinha que me trouxe tudo de bom.. e que foi embora cedo demais.






"Que difícil que tá. Você tem que amar quem você ama agora, JÁ, você tem que começar a fazer tudo o que você quer porque a bruxa tá do lado esperando."

3 comentários:

raquelveredianomaquiagem disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Maria Gabriela disse...

que triste iarashi. não tem muito o que se dizer...

Gpride disse...

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