sábado, 16 de julho de 2011

brilha



Me agarro a tua lembrança, a nossa história, a cada pedacinho do mundo em que vivemos. Não sei como soltar, mas sei que é o certo a ser feito.

A gente não segue em frente se permanece no passado, né?Parece que esse é o meu maior erro, minha grande fraqueza. Dei defeito, e já saí da garantia. É difícil aprender novos versos, quando já se decorou uma antiga melodia.

Por muito tempo - e ocasionalmente, não vou mentir- sinto essa ausência em mim. Não é a falta do seu amor, por que de certa maneira, ele sempre continuou chegando a mim, mesmo que de maneiras diferentes. É a esperança que escapou, e é isso que não consigo superar.

O universo perdeu o equilíbrio desde que nós deixamos de ser feitos pra ficarmos juntos. E eu consigo enxergar tudo agora. O bom e o ruim. Só não consigo ter a mesma motivação de querer viver ambos. 

Às vezes choro. Sozinha, no meu quarto. No escuro, encolhida. E acho injusto que tenha que ter sido assim. Dói tanto, que parece que nada no mundo consegue curar. E passa. Esse sentimento passa. Mas fica a saudade. A saudade do que eu era capaz de sentir quando estava com você. Saudade de que eu era, quando sentia todo aquele amor. 

Ainda sou a mesma. Ainda penso as mesmas coisas, e sinto. Mas sou como uma foto, onde até as cores mais vibrantes foram ficando opacas.

E então eu fecho os olhos, e vejo tudo novamente, como um filme passando na minha cabeça. Tão vívido, tão real, tão lindo.

Tenho essa estranha sensação de que nunca ninguém te amou como eu.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

estrada


 
Há tempos que sigo sem saber para onde, ou porquê. Sigo porque sinto que é a única saída. até estar sem saída.

Há tempos que minhas palavras se calam simplesmente por não acharem motivação alguma para saírem. 

O silêncio amortece minha alma, que parece cair em queda livre. contínuamente.

Espero, em vão, que alguém me segure firme, e me diga que tudo ficará bem. de uma maneira que me faça, de fato, acreditar.

Não consigo me decidir se eu fiquei para trás, ou se corri na frente de todos.

Ando sozinha, mais uma vez.

sábado, 19 de março de 2011

Adeus Suri.. – tão agitadinha, tão atrevidinha e cheia de vida..

Meu grande Caio Fernando de Abreu escreveu em uma carta para Elis Regina em sua morte : "Eis, quando eu soube, assim de imediato, não acreditei. Esse vício de eternidade que a gente tem. E logo você, bicho? Tão agitadinha, tão atrevidinha e cheia de vida. Fui ao banheiro lavar o rosto, molhar os pulsos e olhar bem a minha cara cansada de 33 anos. Quando saí e espiei em volta, tudo continuava lá. Feito nada tivesse acontecido Lembrei duma história da mitologia grega. Contam que quando morreu Pan, o deus da música, alguns pescadores ouviram uma voz misteriosa gritar numa praia deserta: ‘O grande deus Pan morreu!” E nunca mais se ouviu falar dele."



Mais uma vez ele escreve o que eu sinto, e talvez no embaraço de meus sentimentos, não consigo sempre exprimir.

Ontem à tarde, minha filhinha, Suri Name Oliveira, foi tirada de mim. Morreu, ao ingerir veneno de rato que estava nos fundos. Foi em um segundo que ela escapou e desceu correndo onde não devia que isso aconteceu. Foi um acidente. Foi levada às pressas ao veterinário. Tentaram salvar,mas não teve jeito, talvez por ser muito novinha.

Suri tinha 5 meses, feitos agora em Março. Era uma shih-tzu linda, de pelos preto e branco. Recebeu o nome de Suri, que significa Rosa Vermelha em persa, ou Princesa em hebreu (derivado de Sara). Ela era meu tesouro. Nunca gostei muito de animais, nem pensava em ter um. Mas quando olhei pra ela, tão pequenininha e quietinha, segurei ela no colo e ela me olhou daquele jeitinho dela, eu sabia que era minha filhinha. Perguntei " é você a minha Suri?", e ela virou a cabecinha no meu ombro,soltando um chiadinho fofo.





    Ela chegou na minha vida como um pedacinho de esperança. Me enchia de alegria, alegria pura mesmo, simplesmente por existir. Segurar ela no colo, abraçá-la me trazia paz. E toda vez com ela eu sentia meu coração -se é que isso é possível- se expandia.
Às vezes sinto que o universo joga contra mim, todas as vezes. Pode parecer pessimismo, e talvez até seja, mas tudo vem com um contraponto.
Meu coração fechado, trancado, se abriu naturalmente pra essa pequena. E agora ele sofre tremendamente. É um buraco, uma dor que fica martelando sem parar. Sei que com o tempo será amenizada.

Mas Suri não será esquecida. Jamais.
Vai ser pra sempre a minha filhinha.
Filhinha que me trouxe tudo de bom.. e que foi embora cedo demais.






"Que difícil que tá. Você tem que amar quem você ama agora, JÁ, você tem que começar a fazer tudo o que você quer porque a bruxa tá do lado esperando."

segunda-feira, 14 de março de 2011

antes que amanheça...


Já chorei. Já senti saudade.
Já fiz de conta que nada aconteceu.
Perdi as contas de quanto tempo faz, como se fosse algo banal; como se não passasse pela minha cabeça.
Não deixo passar. sacudo a cabeça, chacoalho a poeira. Caminho. Mesmo que em círculos,mas sigo caminhando.
Parece que se eu parar, mesmo que por um segundo, tudo volta pra mim. tudo volta pra você.
Parei pra escrever.Pra te escrever.
Mais uma vez, por quê?
Por quê?
Por que eu te gravei em mim pra sempre?Por que larguei meu coração contigo? Não larguei. Embrulhei cuidadosamente, e entreguei nas suas mãos.Como se fosse alguma espécie de tesouro.
- Olha só! É SEU! Só teu. Não adianta devolver, é pre-sen-te.

 
 É presente. Ainda. Sempre? Eu acho que sim..

Ás vezes toda essa teimosia irrita os outros. E pouco a pouco vou me encolhendo. Me encasulando dentro de mim. Não é minha intenção incomodar ninguém, longe de mim... Mas aprendi a não deixar de ser quem sou, por nada, nem ninguém.

Nem por você. E não foi falta de tentativa. Tentei aceitar ser como  você queria que eu fosse. Tentei diversas versões de mim, acabei ficando na mais chata, na mais verdadeira. Demorei pra entender que você só queria que eu decidisse sozinha. Você aceitaria, qualquer opção..
Você aceitou.

E depois de tanta coisa, eu aceitei também. Mas aceito todos os dias. Em uns mais que outros, mas acho que ninguém é perfeito. Eu sei que não tem jeito.Sei que não tem volta, não tem mais viabilidade, como diriam. Mas entenda que pra mim é diferente.
Diferente demais pra ser encaixado em moldes lógicos.
Digo não.

Claro que dói. Claro que rasga. Por dentro,bem devagarzinho.Mas silenciosamente, sem ninguém mais notar. Sei contornar essa dor, e não saberia, não fosse você.Não saberia sorrir depois de me machucar.Não saberia sentir.
Você também não.
Então deixa. Me deixa ser desse jeito.Me deixa não te esquecer.
Me deixa ter dentro de mim todo aquele universo que era só nosso.Me deixa guardar um pouquinho de felicidade, um pouquinho de sonho, só um pouquinho mesmo.. não exijo demais.


Eu tentarei não pensar, permanecerei em guarda. E lá vem você de novo, sempre se superando. Sempre ganhando um pouquinho mais de mim....

domingo, 30 de janeiro de 2011

untamed



suas emoções são rasas.
seus argumentos são fracos.
você se diverte com tão pouco, e almeja menos ainda.
você não gosta de ler. só assiste coisas que não te forçam a pensar.
você não se interessa de verdade pela vida dos seus amigos, a não ser pelas fofocas engraçadas que os outros contam.

contanto que teu namorado fique do seu lado, como um lembrete para todos de que você não está sozinha, você não tem muitas reclamações.
vocês fazem as mesmas coisas sempre, já no modo automático. toda essa familiaridade te deixa segura, e quem sabe, logo vocês possam se casar.

no papel, sua vida é perfeita. e aparentemente, você é bem feliz.



então por que é que eu não quero ser você?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Pensa que é bonito ser feio ? - Feios/Perfeitos - Scott Westerfeld

Scott Westerfeld cria um mundo completamente diferente do nosso, onde a tecnologia vem em primeiro plano, e ser normal é uma aberração. A partir dos 16 anos, todos ganham uma cirurgia completa e se tornam perfeitos. Perfeitos, mesmo. Isso sim é uma extreme make-over. E quando se acostuma com a idéia de que ter olhos grandes e lábios cheios (entre outras coisas), qualquer outra pessoa diferente se torna feio. Quem não esperaria ansiosamente para ter essa extreme make-over ? Tally com certeza esperou.

No primeiro volume da série, FEIOS, dias antes do seu aniversário, a melhor amiga de Tally, Shay, decide fugir de Vila Feia e ir em busca de Fumaça (cidade escondida onde as pessoas que não querem fazer a cirurgia vivem), ela larga instruções para Tally, caso essa também mude de idéia.
Com uma proposta irrecusável, Tally sai à procura de Shay, para conseguir ganhar sua cirurgia.

O primeiro livro traz vários questionamentos sobre a nossa sociedade. Como desperdiçamos nossos recursos naturais, e como agimos muitas vezes como verdadeiros selvagens. O que acontece quando o ser humano tem a escolha? Historicamente, o livro diz que só escolhemos pelo caos e ignorância, e talvez o único jeito de manter a paz e harmonia é sermos todos igualmente inofensivos e desinteressados.

Também é difícil não se encantar com David, e todas as suas `imperfeições` e não torcer para que Tally fique com ele, desistindo da cirurgia. Assim que acabei de ler o primeiro, já comecei a devorar o segundo. PERFEITOS me chamou atenção pela capa. Somos mesmo atraídos pela beleza, fazer o que ?

Minha crítica a princípio é que comecei a ficar irritadíssima cada vez que lia a palavra `borbulhante`, que é repetida basicamente a cada página. Mas talvez seja apenas o artifício encontrado pelo autor para traduzir a superficialidade e repetição dos jovens perfeitos. Dessa vez, Tally se torna perfeita, mas descobre que esse estado é mais do que apenas aparência. O psicológico e o físico do feio se altera para dar espaço à perfeição, e agora, Tally luta para recuperar seu estado anterior, e reencontrar os enfumaçados (pessoal de Fumaça). Na metade do livro, a gente esquece do David, assim como Tally, e se apaixona pelo Zane. E ao se aproximar do final, já vem aquele aperto de saber que ela vai ter que fazer uma escolha.

E como livros YA não cansam de nos mostrar, em dúvida entre duas boas opções, ou seja, entre dois caras que você gosta muito, escolha aquele que você realmente não viveria sem. E é doloroso.

Agora espero por ESPECIAIS, terceiro livro da série, que estréia no Brasil em Março/2011.
A capa já foi divulgada pelo twitter oficial da série @seriefeios . E achei bem bonita, apesar da 'tatuagem' de rosto, que não me agrada nada, por me lembrar de HOUSEOFNIGHT. No entanto, achei muito mais bonita que a americana.

Acho que a editora fez ótimas escolhas para as capas brasileiras, que trazem mais à tona todo o conceito dessa perfeição toda, e prende a atenção.

Segue abaixo as capas originais, que se eu visse em exposição na livraria, nunca pararia para ler a contra-capa.

Afinal, beleza é fundamental. Mas não é tudo.



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011


Chega final de ano e a gente se dá conta que o ano não foi tão bom como deveria, ou poderia ter sido.
Imploramos então para que o próximo tenha mais compaixão com a gente, e traga aquelas coisas boas, ou pelo menos contenha um pouco as coisas ruins de chegarem com tanta força causando desastres que levam muito tempo pra serem reparados.

Quando penso nesse ano que passou, penso em perdas. Não de coisas tão concretas, e talvez isso seja o mais doloroso. Aprendi a me acostumar. Me acostumar a estar sem.  Descobri uma força em mim que não achei que tinha. Uma força silenciosa, que me mantém firme, mesmo com a tentação de desabar. Descobri que sonhar não é mais tão fácil, e lutei muito para que crescer não fosse a mesma coisa que deixar a juventude morrer em mim. 

Trabalhar, trabalhar é preciso. Planejar também. Quando nos damos conta, o ano inteiro se passou, estamos mais próximos do fim, e o que conquistamos?
Eu quero mais. Sou eterna insatisfeita, e quando você me ver contentada com o que eu tenho simplesmente, não veja nisso uma coisa boa. Pois provavelmente eu to morrendo por dentro.

Espero que 2011 me traga mais precisão. 
Mais criatividade útil.Mais concretizações, e menos encheção de saco.
Estou caminhando, e espero chegar em algum lugar.

Pelo menos uma vez, pra variar.
Então feliz ano novo, e adeus ano velho.Não retornaria pra você se tivesse a chance.


sábado, 20 de novembro de 2010

You may shiver... - CALAFRIO - MAGGIE STIEFVATER

Apesar desse post ter praticamente uma semana de distância do anterior, gostaria de dizer que eu cumpri minha promessa. Antes do esperado, aliás. Terminei Calafrio(Maggie Stiefvater) no sábado, dia 13, e posso dizer que é mais do que recomendado.

Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Desde que sobreviveu a um ataque da alcatéia, ela se torna fascinada por eles, e por um em especial. Seis anos após o ataque, ela conhece Sam, um rapaz que durante o inverno se transforma em um dos lobos de Grace. Eles se apaixonam, mas o tempo de Sam está acabando. Em breve, ele vai se tornar lobo de uma vez por todas, e quando isso acontecer, Grace será apenas fragmentos de uma quase lembrança.

Não sou geralmente do time dos lobos, mas Maggie Stiefvater construiu um mundo incrível de fácil envolvimento. O livro já na capa sugere ser uma espécie de Crepúsculo(Stephenie Meyer), o que sou contra, mesmo adorando a Saga.
Entendo a estratégia de fisgar os fãs da série, mas acho que ao mesmo tempo pode acabar prejudicando dando uma conotação nem sempre tão legal pra história, e fazendo com que o leitor automáticamente se veja forçado a comparar Grace a Bella e Sam a Edward. E já que é pra comparar, sim, existem detalhes parecidos. 

Tanto Grace quanto Bella são meninas fortes, independentes de seus pais, que se apaixonam sempre perdidamente e estão dispostas a alterar completamente sua realidade pelo amor, principalmente por nunca sentirem que realmente se encaixam no mundo real. Tanto Sam quanto Edward enxergam em sua condição - fantástica- motivo de depressão, e tentam o tempo todo se 'redimir' com atos de extrema bondade, e um romantismo que não se encontra tão facilmente em jovens garotos.

Quando li Crepúsculo(na verdade, toda a saga), eu entendia o ponto de vista da Bella, e torcia para que ela se tornasse vampira. O fantástico é sempre mais interessante que a vida humana, certo?  Em Calafrio, embora a história dos lobos seja muito intrigante, eu fui sofrendo pouco a pouco com Sam, desejando que Grace permanecesse humana, e que ele conseguisse se livrar do lobo dentro dele.
Se Crepúsculo tem como ponto principal (tanto para elogios quanto para as críticas bem duras) o texto de fácil compreensão, e completamente relacionável, Calafrio fisga mesmo pela poesia e escolha de palavras . A história contada o tempo inteiro pelos dois pontos de vista (narrados tanto por Sam quanto por Grace) lembra a narrativa de Amanhecer (Stephenie Meyer), e acerta a dose sem fazer com que você canse de estar na perspectiva de um deles.

A dúvida fica se leio Linger(o volume 2 da série de Mercy Falls) em inglês mesmo, ou se aguardo pelo lançamento em Janeiro/2011, no Brasil.

De qualquer maneira, se você também nunca deu a bola para lobisomens, chegou a hora de mudar a cabeça. E se não gostou de Crepúsculo, ainda assim deveria dar uma chance para Calafrio.
 




"O coração me doía no peito, dividido entre querer que parassem e desejar que continuassem para sempre. Me imaginei entre eles no bosque dourado, observando-os jogar a cabeça para trás e uivar sob o céu de incontáveis estrelas. Pestanejei para afastar uma lágrima, me sentindo tola e infeliz, mas não adormeci até que todos os lobos tivessem silenciado."




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Promessa.

Eu me falhei.
Me falho tantas vezes, não me acostumo nunca.

Estou muito atrás nas minhas leituras, a pilha de livros do lado da minha cama só aumenta, pois o vício do consumo literário me força a comprar sempre novos livros, mesmo tendo vários ainda pra ler.
Mas escrevo aqui como minha meta.Prometo que até o final desse feriado, eu termino de ler Calafrio, que estou demorando séculos pra terminar.
E o livro tá ótimo, juro. Parece que se tivesse bom, eu leria mais rápido. Mas o problema é que fico cansada, sem tempo, ainda não me reajustei.
Mas fica aqui a promessa.

Depois volto aqui pra falar dele.

"Você é como uma música que eu ouvi quando era criança, mas me esqueci que existia até que ouvi novamente."

domingo, 31 de outubro de 2010

forever is a lie.

ás vezes sinto raiva, às vezes sinto pena, às vezes sinto só saudade. mas sempre, sempre, sempre sinto essa tristeza por tudo o que deixou de ser.

um rancor que eu deixo guardado num canto, bem lá dentro. é uma presença constante. e eu tento superar, de uma maneira menos dolorosa.

de certa forma, você sempre veio em primeiro plano. sempre fui mais adaptável, calando minhas dores para aliviar as tuas. depois de alguns muitos anos, isso fica velho. e eu cansei de correr atrás.

e se você não quer saber, eu também não quero falar. se você não quer contar, eu não quero ouvir. se você não quer me ver, que passem dias, passem meses. eu não vou te procurar. se você não quer caminhar comigo, tenha uma boa vida caminhando sozinha.
porque eu estou cansada. há muito tempo.

esse é o problema de guardar sentimentos num fundo bem fundo. Uma hora não cabe mais, e você explode.

acho que a pior coisa de todas é saber que pode acontecer o que for, você não consegue mais enxergar através de mim. e nunca mais vai.

ás vezes sinto falta, ás vezes quero chorar, ás vezes quero gritar e brigar. mas sempre, sempre, sempre sinto essa tristeza por tudo o que você deixou pra trás.